Neste último domingo, dia 27 de dezembro de 2009, pensei que ia ficar desidratada de tanto chorar.
O motivo foi o filme: Sempre ao seu lado. Trata-se da mais recente estréia dos cinemas, estrelado pelo ator Richard Gere e um cão da raça japonesa Akita.
O filme é baseado em fatos reais, e conta a estória de um relacionamento de amizade e lealdade entre um homem e um animal de estimação.
O cenário original da estória foi no Japão, entre um escritor japonês e o cachorro que o encontrava pontualmente na estação de trem.
No filme Parker (personagem interpretado por R. Gere) é “ encontrado” por Hach (cão) quando este sai ainda filhote de sua caixa de transporte na estação de trem em uma cidade nos EUA.
Deixe-me explicar “é encontrado”... O cachorro conquista seu dono desde o começo, se afeiçoa a ele de uma maneira muito especial. Todos os dias às 17h00 da tarde, o cão aguardava seu dono fielmente na estação de trem. Um dia infelizmente, algo trágico acontece, mas o cachorro continua esperando seu dono... E continua... Por mais 9 anos.
Uma palavra marcou a mensagem deste filme, de maneira bem simples:
Fidelidade
“Fidelidade (do latim fidelitaspelo latim vulgar fidelitate) é o atributo ou a qualidade de quem ou do que é fiel (do latim fidelis), para significar quem ou o que conserva, mantém ou preserva suas características originais, ou quem ou o que mantém-se fiel à referência.
Fidelidade implica confiança e vice-versa, e essa relação de implicação mútua aplica-se quer entre dois indivíduos, quer entre determinado sujeito e o objeto sob sua consideração, que, a seu turno, também pode ser abstrato ou concreto. Essa co-significação originária mostra-se plena quando se trata de dois sujeitos, ambos com capacidade ativa, pois, nesse caso se pode invocar o correlato confiança (do latim cum, "com" e fides, "fé")”. Fonte:Wikipedia
Não importava o que acontecia, tanto homem quanto animal mantinha uma relação que preservava suas caracteristicas originais desde o primeiro Encontro. O dono é encontrado, o cachorro escolhe amá-lo e procura conservar esta afeição todos os dias, devolvendo em todos os retornos do dono, uma festa inigualável e tipica, que só quem conhece, são aqueles que cultivam a amizade com esses anjos de quatro patas.
Fidelidade implica confiança. A nossa relação com o Criador denota isso. Não importa o tempo nem muito menos as estações. Deus expressa sua fidelidade de uma maneira irrestrita.
Sua fidelidade é tão grande que ele não aprova nossos erros , mas está sempre pronto à nos perdoar e festejar conosco nossas vitórias e nosso retorno para uma estação de trem , chamada : comunhão com Deus.
Tenho 3 cadelas de estimação:A poodle Vicky, a lhasa-apso Bebel e a Yorkpoodle (rss) Chiquinha. Qualquer uma delas, são capazes de reconhecer a saída e a chegada do meu carro no condominio onde moro, assim como qualquer sinal da minha presença. Sou ausente delas o dia todo, mas estão sempre prontas a me presentear com generosas lambidas. Não importa o que eu faça.Elas estão sempre dispostas a me amar. Não imagino a minha vida sem elas.
Contudo, aprendi que nada neste mundo é capaz de substituir a relação de fidelidade que Deus tem para comigo. Não existe nada que eu possa fazer para impressionar à Deus, Ele simplesmente me encontrou e sempre decidiu me amar.
Muitas vezes as minhas fraquezas me impedem de estar em intima comunhão com Ele, mas a despeito das minhas ausências , Ele ainda se faz mais presente, me dando forças para prosseguir.
Querido Leitor, Deus estará SEMPRE AO SEU LADO...
Reflita isso...
Poemia é a palavra do original grego, que significa: "Obra Prima de Deus". Este espaço é reservado para postagem de artigos da minha autoria relacionados a Psicologia,Psicopedagogia e Teologia.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
2012 É O FIM DO MUNDO?
A conveniência nas atitudes dos seres humanos, tem governado seus valores e notamos cada vez mais relacionamentos cristalizados e efêmeros, haja visto o número crescente dos relacionamentos virtuais.Não é por acaso que o Brasil ocupa o 2º. Lugar no ranking mundial de contas no Orkut.
Na década de 40 nós podíamos ver uma família reunida em uma mesa.
Na década de 50 uma família reunida em torno de um rádio.
Na década de 60/90 uma família em um sofá na frente do televisor.
Século 21: a família não se reúne, nem ao menos ao redor de um objeto, mas cada membro, agora de forma individual , está na frente do computador, relacionando-se de forma virtual, ás vezes até com os próprios membros da família.
Conheço uma pessoa que “para economizar tempo” quando toma alguma decisão, manda e-mail com cópia para todos os membros da família, para garantir, segundo ele, que todos serão informados.
Caro leitor, não me sinto uma pessoa desatualizada ou fora de contexto, mas confesso que não consigo me sintonizar com esse modelo de comportamento que está ganhando muita força na atualidade.
A centralidade do eu na vida do ser humano tomou proporções incálculáveis.
A nossa cultura de época, do imediatismo e mecanizada, impedem as pessoas de observarem o outro e de se colocarem no lugar das pessoas, ou seja, adotar um relacionamento empático com seu semelhante.
Vou citar a melhor frase do filme: 2012 (Columbia Pictures, 2009) que tive a oportunidade de assistir ontem no cinema e que me chamou a atenção: “ Quando pararmos de lutar uns pelos outros, teremos perdido nossa humanidade”.
O filme retrata o fim do mundo em 2012. Absurdos à parte, efeitos especiais de primeira magnitude e muitas catástrofes, que o gênero permite, o filme mostrou um detalhe muito especial e antagônico aos dias atuais: doação.
O final dos tempos na verdade, não são as catástrofes oriundas das alterações climáticas, tsunamis, furacões, quebra da bolsa de valores ou guerra nuclear. O fim do mundo é você não perceber o seu semelhante e não reconhecer o quanto pode fazer diferença na vida de outrem.
Reflita isso!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Uma Prova de Amor
Assisti ontem ao filme: “ Uma Prova de Amor”, estrelada pela atriz Cameron Diaz. Conta a saga de uma mãe que luta de forma incondicional pela sobrevivência da filha, que é portadora de um tipo de leucemia rara e agressiva. Seus pais adotam a sugestão do médico e resolvem fazer um bebê de proveta, que teria compatibilidade total com a irmã e a partir daí, suprir todos os transplantes necessários.
Controvérsias a parte sobre o tema, o que de fato mais me chamou a atenção é a dificuldade que o ser humano tem em aceitar sua finitude.
É mais uma prova de que de fato fomos criados para a Eternidade. Não fomos criados para viver apenas um intervalo de tempo. Está no DNA humano querer continuar a jornada.
Como é difícil deixarmos partir quem tanto amamos e queremos. É terrível ter que conviver com as perdas no mundo terrestre. A nossa esperança está no céu e quão reconfortante saber que lá encontraremos nossos avôs, pais e filhos que amamos tanto.
E o Amor, tema central deste filme, faz ainda elucidar outra dor dilacerante na vida de um ser humano: A Perda de um filho. O filho simboliza para os pais uma sensação de plenitude muito intensa, é como se enxergar em pequeninos mosaicos, uma parte de nós. Quando ele se parte antes de nós, psicologicamente é como uma pequena parte que se foi também...
A dor da perda muitas vezes nos deixa tão focados nela, que não percebemos nada ao nosso redor: trabalho, casa, cônjuge e até mesmo os outros filhos, como no caso do filme, passam a ocupar a segunda divisão do campeonato. E como todos sabem, é o tipo de campeonato que não recebe nenhuma atenção.A família acaba ficando abandonada.
Querido leitor, Deus, não desperdiça nenhum momento de dor, ele aproveita tudo para trabalhar em nossas vidas e de todos ao nosso redor. Um relacionamento de intimidade com Deus faz a gente perceber que ao contrário do que é encenado no filme, Ele interfere na nossa história, de acordo com seus soberanos desígnios.
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